Tico, Tó e Ted: três porquinhos irmãos atarefados que tinham acabado de construir as suas casas.
Humildes – Tico e Tó - optaram por usar palha e madeira, respectivamente, para erguerem as construções.
Poucos luxos e muito aconchego. O importante era estarem juntos, dai terem edificado as suas casas perto uma da outra.
Como antítese completa, Ted era ambicioso e invejoso. Gostava de ter sempre mais e não precisava de ninguém. Egoísta, decidiu viver do outro lado da floresta.
- Devias estar mais perto. Podes precisar de nós. – aconselham-no.
- Não preciso de ninguém. – era a resposta pronta.
Desta feita, quis construir uma casa que superasse as dos seus irmãos.
Pedra. Foi o que usou para levantar o seu lar.
Terminado o seu trabalho fez-se ao caminho para avaliar as casinhas dos outros porquinhos.
Ao chegar à casa do Tico exclamou:
- Com toda esta palha, basta um bocadinho de lume e isto vai-se em segundos! (ironizou)
- Cá me arranjo, meu irmão – respondeu (pacifico) Tico. – Quente e fofa é quanto me basta.
Chateado, seguiu para a próxima, numa nova tentativa de desdém:
- Esse teu casebre com uma chuva, vai rio abaixo. – provocou.
Tó fitou-o e disse:
- Água não me mete medo, meu irmão.
Maldoso e furioso com a felicidade dos irmãos, contratou o lobo mau – uma das suas ligações perigosas – para destruir as suas casas.
Este (pensando no banquete que iria fazer) aceitou.
Chegou à casa de palha e soprou, soprou e soprou até que deitou a casa do Tico abaixo. Este, assustado desatou a fugir para a casa do seu irmão Tó.
O lobo mau correu atrás e – sabendo os porquinhos já o que ele queria fazer – anteciparam o seu golpe. Quando este se preparava para soprar, os dois porquinhos abriram a porta e, juntos, levantaram um grande tronco e bateram com muita força na cabeça do lobo, deixando-o sem forças.
Magoado e chateado, foi a casa de pedra tirar satisfações.
- Os teus irmãos uniram-se contra mim. Não os comi a eles, vou comer-te a ti! – gritava enquanto batia, ferozmente, na porta.
Sozinho e desprotegido, o porquinho Ted gritou por socorro – desvairado - mas de nada lhe serviu. Os seus irmãos não conseguiram ouvi-lo.
E nem a casa lhe valeu. Mesmo sendo de pedra, o lobo, com toda a sua força, atirou-se contra a porta. Derrubou-a de uma só vez. Entrou e comeu o porquinho.

Sem comentários:
Enviar um comentário