A vida passa demasiado depressa para que possamos pensar muito nela.No porquê de virmos para cá, no porquê de termos de partir, do porquê de andarmos por cá.
Dou por mim, passados 25 anos, a pensar muito no que fiz, no que quero fazer e, então, o desespero apodera-se de mim quando concluo que há coisas que não conseguirei nunca fazer.
Penso que não tenho tempo de, economicamente, conseguir angariar tudo o que gostava de ter.
Penso nas viagens que quero fazer e sei que nunca terei tempo, nem disponibilidade.
Penso na minha família que um dia posso deixar de ter e naquela que quero ter.
Penso na minha formação, no meu trabalho, na minha concretização profissional.
Sou invadida por um turbilhão de sentimentos, de dúvidas, de nervos, de ansiedade.
Torturo-me. Penso e repenso. Canso-me.
É por tudo isto que quando estou prestes a rebentar, paro. Respiro e deixo a minha mente fluir. Lembro-me de quem fui, do que sou, o que vivi, do que tenho, de quem tenho e tudo muda.
Agradeço a quem me guiou e me preparou para a vida, ensinando-me a valorizar o presente, sem menosprezar o passado, para que tenho um futuro feliz.
Tudo tem uma raiz, um começo, um início… e o meu foi o melhor!
Agora sei.
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