terça-feira, 23 de junho de 2009

O meu S. João

Hoje era sempre aquele dia…
Acordar e ver o sol entrar pela minha janela, rasgando as minhas cortinas de tule rosa.
O dia era de preparativos em casa, para um final de tarde em grande, em família.
O churrasco não podia faltar.
As sardinhas, as febras e as chouriças, o pão de milho e o caldo verde da Vó.
Tudo a condizer.
Um entardecer com cheiro a manjerico e ao som dos grilos por detrás da casa e do cantar do Melro da Srª. Maria.
Magnifico.
Batidas as 11 horas da noite, estava dado o sinal de partida para rumarmos a Avenida.
Munidos de alho-porro e os indispensáveis martelinhos, lá íamos nós.
Sendo pequenina, as tuas cavalitas eram o meu spot preferido.
Quanto mais nos aproximávamos da Ponte, mais o meu coração saltava.

Os “carrinhos” estavam próximos!!!
Aquele carrossel era a minha alegria. Para variar, tinha me sentar na Girafa (risos).
Os barquinhos, os carrinhos de choque e os póneis, compunham o roteiro perfeito.
Mas tenho de fazer uma revelação.

O ponto alto da minha noite era a viagem de retorno a casa. Ao subir a Avenida, as barraquinhas revelavam-se para mim perante os meus olhos brilhantes que mais se iluminavam quando me dizias: “Vá lá, escolhe. O que queres levar este ano?”.
O mais simples dos brinquedos era para mim como que a conquista de um prémio.
Como ficava feliz.
Sempre gostaste do S. João não é Pai?
Se hoje gosto tanto de refazer todo o ritual todos os anos, é graças ao entusiasmo que fizeste questão de me passar.
É por isso que, para mim a festa de S.João tem o nome de outro Santo...

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